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Onda de calor brasil

A Amazônia respira aliviada: queda drástica nos focos de incêndio no Brasil.

Uma redução de 69% marca o nível mais baixo de incêndios florestais em 28 anos.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil confirmou dados que representam uma mudança drástica na luta contra a destruição da Amazônia. Em 2025, a porção brasileira da maior floresta tropical do mundo registrou 43.033 focos de incêndio, o menor número desde o início das medições sistemáticas em 1998. Esse resultado contrasta fortemente com os 140.328 focos de incêndio registrados em 2024, o pior ano em 17 anos.

Especialistas atribuem essa queda acentuada a uma combinação de fatores climáticos e políticas governamentais. As condições climáticas em 2025 foram significativamente menos severas do que no ano anterior, com períodos de seca mais curtos e menos intensos. Crucialmente, o Brasil não sofreu os efeitos do El Niño, que em 2024 exacerbou a vulnerabilidade de vastas áreas a incêndios florestais.

O contraste entre os dois anos revela o impacto de eventos climáticos extremos. Em 2024, uma seca histórica e chuvas abaixo da média criaram as condições perfeitas para incêndios florestais, resultando na destruição de 17,9 milhões de hectares de vegetação amazônica, segundo dados da rede MapBiomas. Essa área representou 58% de toda a terra consumida por incêndios florestais no Brasil naquele ano.

O governo brasileiro afirma que esses indicadores positivos sustentam sua estratégia ambiental abrangente, que combina monitoramento por satélite em tempo real, mobilização de brigadas de incêndio coordenadas entre o governo federal e os estados, e maior participação de comunidades indígenas e rurais na detecção precoce de focos de incêndio.

A imprensa internacional também desempenha um papel significativo. A responsabilidade de sediar a COP30 na região amazônica exige que o Brasil fortaleça suas políticas de proteção ambiental e demonstre resultados concretos na luta contra as mudanças climáticas. Os resultados de 2025, portanto, representam não apenas uma vitória ambiental, mas também um reforço da credibilidade do Brasil no cenário internacional.

No entanto, especialistas como Marlene Quintanilla, da Fundação Amigos da Natureza, alertam que o país ainda enfrenta desafios estruturais. A Amazônia, historicamente protegida por suas condições úmidas, tornou-se cada vez mais vulnerável devido às mudanças climáticas de longo prazo. O ano de 2024, descrito por Quintanilla como "o mais catastrófico para a Amazônia devido à escala, gravidade e extensão dos incêndios", serve como um lembrete de que a ameaça permanece.

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